Cotidiano

O que eu ia falar mesmo?

Agora temos oficialmente um lugarzinho só meu nosso

Para incomodar compartilhar o que mora nessa cabeça confusa, pensante e meio frenética.

E quanto mais ansiosa, pior: penso tudo repetido, ao mesmo tempo,

Fica tipo uma dança de palavras estressante incessante,

Com certeza que é culpa da herança genética!

Tudo assim, misturado…

Sentimento vai parar na caixa de meia, no meio dos vestidos…

Chocolate no meio do trabalho que tá na mesa,

Tesoura, régua e canetinha, bicicleta, tinta, lápis e papel.

Ai que saudade do Theo!

As luzes da rua já acenderam, ouvi a notícia da televisão,

Gente! E que horas já são? Parece que tá chovendo lá fora.

Será que guardei na geladeira? O que é mesmo que eu ia fazer agora?

Chove lembrança misturada com as tarefas do dia seguinte,

Uma memória da infância, junto com um poema e um pedacinho de oração.

Olha bem gente, isso daria um samba canção!

Se meu pensamento pensasse alto toda vez, ave maria!

Eu até gravaria! E mostraria pra vocês…

Mas por enquanto, o jeito é escrever.

E eu desejo que possamos seguir juntos,

Nessa maluquice que me faz chorar criar…

Nossa, quase ia esquecendo de comentar:

Hoje experimentei essa fruta bonita e gostosa da foto,

E pensei que desejo esse espaço assim:

Bonito e forte, como as cores da pitaya.

Delicado e nervoso como eu como seu recheio, cheio de pintinhas.

E olha: aqui não tem limite de linhas! O que eu ia falar mesmo?

Ixi, nem lembro. Deve ser a fome!

Então vou indo. Um beijo, viu?

E vê se não some!

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Uma terapeuta ocupacional, que escreve para (tentar!) entender o (seu) mundo.

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